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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Chegada: Um livro para ser sentido

A Chegada é um livro lindíssimo. A estória é contada por Shaun Tan, um ilustrador incrível. O livro é narrado sem palavras, só imagens: Um homem sai do seu país em busca de melhores condições de existência em outro lugar. Deixa a esposa e a filha, chega a uma cidade diferente, com objetos flutuantes, animais engraçados, uma língua desconhecida. Lá, ele procura por um espaço para morar, por trabalho, tenta se comunicar com outras pessoas. No caminho vai encontrando outros imigrantes que o ajudam e também contam um pouco das suas histórias de vida, sobre como chegaram àquela cidade.
No site do autor, em uma página dedicada exclusivamente a este livro, o autor conta um pouco de sua própria história e de como ela se relaciona com a estória do narrada. Fala sobre sentir-se parte de algum lugar. Shaun Tan diz que o processo de construção do livro foi lento, demandou muita pesquisa, muitas conversas com pessoas que já fizeram alguma migração, e também foi baseado na própria experiência do autor, de estar em um país estranho, ter pouca noção daquilo que o cercava, do significado das coisas para as pessoas que ali moravam, de ser tudo muito estranho e também muito convincente. Aos poucos, o livro foi surgindo e assumiu essa forma de livro com imagens.

E isso é o que achei mais interessante: Shaun Tan diz que o próprio formato do livro leva o leitor a experimentar um momento de maior conexão com o personagem principal, já que não existe nenhuma orientação tão bem delimitada sobre o significado daquelas imagens. Somos obrigados a procurar elementos, prestar atenção em detalhes, buscar o entendimento no que não está dito, mas está ali pra gente ver e sentir! É incrível!
Quando "li" o livro, foi como mergulhar mesmo na história e na vivência do personagem. As expressões dos personagens são tão reais! O livro é silencioso e ao mesmo tempo cheio de vida! Foi incrível perceber como as imagens me tocaram de uma forma que acho que dificilmente seria tocada, caso o livro tivesse palavras escritas. Acredito que as palavras acessam mais facilmente nosso lado racional, e que a falta delas me fez me conectar com os personagens de uma forma diferente e muito especial.

A cada página, ia quase que sentindo em mim mesma, as sensações do personagem principal. Vivendo a migração junto com ele.
Imagino que cada um perceba o livro de uma forma diferente, já que não existem significados dados por alguém. Os monstrinhos, os objetos enormes, os meios de transporte, a língua do país novo, os detalhes nas imagens das multidões, podem ter diversos significados, podem tocar de muitas formas, a depender da experiência e do momento de cada um.

É lindo isso! Depois de ler, fui pesquisar sobre o livro e descobri que era essa exatamente a intenção do autor. Que genial! Que maravilhoso! :)

Não tenho nem o que comentar sobre as ilustrações incríveis, a técnica, a criatividade, o humor do Shaun Tan, a não ser dizer que é tudo tão impecável!
Por fim deixo as palavras dele sobre o livro, em uma tradução livre:

"Um dos maiores poderes no contar de histórias é que nos convida a caminhar com os sapatos de outras pessoas por um tempo, mas talvez, e ainda mais importante, nos convida a contemplar os nosso próprios sapatos também. Podemos pensar em nós mesmos como possíveis estrangeiros na nossa própria terra desconhecida. Que conclusões tiramos disso, dificilmente podem ser enumeradas. Mais uma razão para pensar mais além sobre conexões entre pessoas e lugares, e o que podemos dizer quando falamos sobre pertencimento" - Shaun Tan

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

6 on 6 Project [Outubro] ~ Cogumelos

Esses são cogumelos fofos que habitavam muito alegres um gramadinho do lugar onde me hospedei na última viagem que fiz, no mês passado. Estávamos passeando nosso grupo de pessoas e pessoinhas. Eles foram felizes descobertas feitas pela minha prima. No mesmo dia, fotografei os bichinhos. Parece que já sabia do seu destino. Pois é... no dia seguinte, quando passamos lá, eles tinham sido retirados ferozmente e pisoteados até a morte. Ficaram bem amassadinhos ao lado da grama, com olhares perdidos e sem vida.
E essas foram as últimas fotos em que eles apareceram. Parece que brilhavam de tanta vivacidade... ai.. é muito difícil falar sobre isso...

Bom... agora vocês conhecem essa linda história, que vai ficar gravada aqui para a posteridade. Para que conheçam o legado desses seres ilminados.

Agora corram lá para ver as fotos das outras meninas do projeto!
Mel | Emi | Deia | Duda | Flavi

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Como fazer: Vela de Massagem

Geeeeeente que coisa mais incrível é essa vela!
Não me lembro qual foi a primeira vez que vi uma vela assim, mas me lembro que foi dessas coisas assim que parece que provocam min explosões na nossa cabeça! Como assim vela de massagem?
Pra quem não conhece, eu explico: é uma vela que a gente acende como outra qualquer, mas que a cera derretida pode ser usada como óleo de massagem. Pois é! Lindo assim desse tanto!

Fui logo correndo ver se tinha algum tutorial por aí pelas internês. Só encontrei em inglês e um dos ingredientes era cera de soja. Descobri que o mistério todo é esse: A cera de soja derrete a uma temperatura mais baixa que a parafina. Assim, quando usamos a cera derretida, ela está apenas morna. Por isso, não queima a pele e podemos usar para massagear inclusive bebês, pois todos os ingredientes da fórmula são naturais! :)
A saga da procura pela cera de soja não teve fim. Na época eu tinha medo de comprar online e acabei deixando de lado a ideia de fazer eu mesma a bendita vela. Acontece que na semana passada fui fazer uma visita a uma loja daqui de Brasília que frequento. Queria comprar materiais para um lip balm e não é que me deparo com uma tal de cera ecológica? Essa cera, segundo a dona da loja é feita à base de vegetais apenas, então pode ser usada inclusive para cosméticos veganos. Comentei que queria fazer uma vela de massagem e a atendente mega gentil ainda me passou uma receita maravilhosa! E é essa que vou passar para vocês agora.
Ingredientes:
  • 45g de cera vegetal (a dona da loja disse que pode usar cera de abelha também que dá muito certo. Fica a opção para quem não encontrar a vegetal);
  • 20g de manteiga de Karité;
  • 100mL de óleo de semente de uva;
  • 50mL de óleo de amêndoas doces;
  • 30mL de essência para cosméticos. Eu escolhi essência de algodão e ficou uma delícia! (certifique-se de que pode ser usado sob a pele);
  • Pavio para vela;
  • Potes de cerâmica, vidro, alumínio. Escolhi dois ramekins pequenos e uma mini molheira, que achei que seria perfeita para derramar a cera na hora da massagem.
Os procedimentos são super simples, olha só: derreta em banho maria a cera e a manteiga, depois acrescente os óleos e a essência até ficar tudo em estado líquido. Depois encha os potinhos com a mistura e coloque o pavio centralizado. Como os potes que escolhi são curtinhos, não precisei apoiar o pavio, mas se o seu estiver caindo, pode usar dois palitos de picolé, como eu fiz nesse outro tutorial.

Depois é só esperar secar e tcharans! Estão prontas! Foram quatro velas ao todo. Já quero sair fazendo um trilhão pra presentear todo mundo que conheço! Calculei um valor aproximado de custo e cada uma saiu por um pouco menos de R$8,00. Claro que se o potinho usado for mais barato, esse preço diminui consideravelmente.
Para usar, não tem mistério: só acender, esperar a cera derreter um pouco e usá-la para massagear. Como a temperatura não é alta, pode ser derramada direto sobre a pele. Caso alguém fique com receio de a chama da vela queimar, é só apagar antes de usar a cera. Bem simples assim.

O mais legal é que por conter manteiga e óleos vegetais, ela é mega hidratante! O óleo de semente de uva, que está em maior quantidade, é rapidamente absorvido pela pele, de forma que depois da massagem não fica aquela sensação tão pegajosa quanto alguns outros óleos. Fica só de leve, assim como outros óleos/cremes de massagem que já usei e gostei.

Se ficou alguma dúvida, é só deixar nos comentários! E quem fizer a vela usando esse tutorial, me mostra foto? E depois conta o que achou? :)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Aconteceu no #DesafioDIY2014 em Setembro

Antes de falar sobre a técnica do mês e mostrar as criações do pessoal do grupo, quero dizer que essa semana atingimos mais de 1000 membros! :)
Todos interessados em serem mais criativos, conhecerem mais técnicas de trabalhos manuais, compartilharem experiências e colocarem a mão na massa! É muitooo legal ver o grupo crescendo e perceber que o pessoal lá se respeita muito e se ajuda com tudo quanto é demanda que surge! Pretendo continuar com o projeto no ano que vem e com mais membros a moderação do grupo se torna mais desafiadora, mas também cheia de novas possibilidades!

Em Setembro a técnica escolhida para o desafio foi a da estamparia manual! No começo do mês foi uma bagunça! Muitas dúvidas, todo mundo se ajudando e alguns já se aventurando. Talvez por ter sido um dos meses mais desafiadores, tivemos poucos aventureiros em setembro. Porém, todos esses se superaram de uma maneira incrível! Vem ver só que coisas lindas:

  Laís  
  Francieli  
  Pâmela  
  Mari  

Viram que maravilha?! ^^
Quero deixar meu agradecimento a todos os que fazem parte do grupo, mesmo que só nos bastidores, comentando, curtindo, compartilhando links úteis! Vamos continuar enchendo nossas vidas de manualidades!

Se você também quiser fazer parte desse grupo lindo e maravilhoso, é só clicar no link abaixo!